História

1993

Um advogado, Dr. Mutushi Nakanishi, tinha contato com alguns moradores de São Remo por meio do seu escritório de advocacia e imobiliária. Ele fazia atendimentos às pessoas que o procuravam, mas tinha a preocupação de fazer algo mais. Apresentou essa inquietação à igreja que frequentava, no bairro da Saúde (IMeL Saúde), e uma equipe de trabalho foi montada.

Liderando esses trabalhos, a Pastora Kátia e a missionária Gwen buscam a assessoria da assistente social Sirley Urbani e uma pesquisa foi realizada com os moradores. A pesquisa constatou várias necessidades na comunidade, dentre elas a de uma creche e de reforço escolar.

1994

Iniciamos o trabalho de reforço escolar para 5 crianças com idades de 7 e 8 anos. As aulas eram ministradas por uma professora voluntária na casa da Sra. Maria José, sobre uma mesa com apenas 3 pernas, apoiada num botijão de gás.

1995

A Associação de Moradores do bairro cede seu espaço físico para realização das aulas. O trabalho prossegue com 12 crianças e mais voluntários se aproximam do projeto.

Por conta de inúmeras dificuldades, a equipe pensa em desistir. Porém, no 2° semestre deste ano, surge a ideia de implantar uma pré-escola, aproveitando a experiência de uma das voluntárias. A proposta encontra resposta na comunidade e 20 crianças são matriculadas.

1996

As aulas da pré-escola começam a ser oferecidas duas vezes por semana, pelo curto período de duas horas, seguindo o modelo da Missão Impacto Urbano que também trabalhava com esse tipo de projeto.

As professoras eram todas voluntárias e nesse período adotamos o nome “Escola Alô Alô”, como era chamada a escola do projeto que nos inspirou nesse trabalho.

1997

Com o apoio financeiro de alguns membros da Igreja Metodista Livre da Saúde, a escola começou a dar novos passos.

Nesse ano, começamos a funcionar cinco dias por semana, com 23 alunos e um período de aula de duas horas. Uma pedagoga voluntária integra a equipe, dando assessoria pedagógica e os trabalhos desenvolvidos ganham mais qualidade.

1998

Para melhorar o atendimento, precisávamos construir banheiros, pois, até esse momento, as crianças eram obrigadas a subir uma perigosa escada para usar o banheiro da família que morava em cima da nossa sala de aula.

Foi com as ofertas dos membros da Igreja Metodista Livre da Saúde que conseguimos iniciar esta obra para adequação do espaço na Associação de Moradores e a escola passa a atender 40 alunos, divididos em duas turmas durante duas horas.

1999

A escola é transferida para o Circo-Escola em razão da impossibilidade de usar a sede da Associação neste ano.

Em vista do crescimento do projeto, cria-se um Conselho Consultivo informal com alguns membros da Igreja da Saúde que auxiliavam nos processos de decisões.

Neste ano também, recebemos a visita de Paul Tatsui, um havaiano que veio ao Brasil para conhecer projetos sociais que trabalhassem com crianças carentes. Paul decide apadrinhar nosso projeto e se compromete em viabilizar a compra de um terreno para a construção de uma sede própria. Assim, iniciamos a busca por terrenos disponíveis na comunidade.

2000

A escola volta a funcionar na sede da Associação de Moradores e inicia-se uma nova reforma. Neste período, o apoio financeiro dos padrinhos já nos permite contar com professoras remuneradas e o horário das aulas é ampliado para 4 horas diárias. Atendemos 50 alunos, divididos em duas turmas com 25 alunos em cada classe.

Depois de vários meses de procura, a equipe do projeto chega ao consenso quanto ao terreno a ser comprado e um projeto de construção é elaborado pela arquiteta Adriana Chiba. Este projeto, juntamente com uma previsão de orçamento, foi enviado ao Paul Tatsui, que nos retornou com o compromisso de doar uma boa quantia para ajudar na compra do terreno e na execução da obra.

No dia 17 de julho, realiza-se assembleia de fundação da Associação Metodista Livre Agente e é eleita a primeira diretoria. O nome “Agente” veio da visão de que somos chamados por Deus para sermos agentes de transformação.

2001

Por estar no limite da capacidade do espaço físico, a escola tem que manter o número de alunos em 50, atendendo crianças na faixa etária de 5 e 6 anos.

Neste ano, ampliamos a rede de relacionamentos com outras instituições, visando o estabelecimento de parcerias e apoio mútuo: Projeto Avizinhar-USP, Rede Butantã, Circo-Escola, Associação Cirandar.

O estatuto social da AGENTE é reelaborado visando adequá-lo à nova legislação das OSCIP’s. Paralelamente, dois advogados voluntários trabalham arduamente para regularizar a documentação do terreno.

2002

Inspirados em uma pregação ouvida na IMeL Saúde, escolhemos um novo nome para a escola: Projeto Girassol, com o lema “Assim como os girassóis se alinham ao Sol, que nossas vidas sejam alinhadas na direção de Deus”.

Em 15 de fevereiro, é assinado o contrato de compra de dois lotes de 120m2 em São Remo, mas grandes dificuldades são enfrentadas para aprovação do projeto de construção na Prefeitura devido ao zoneamento da área que não permitia o tipo de construção pretendida. Por essa razão, o início das obras tem que ser adiado.

No início de Abril, é concluído o processo de abertura da nova entidade. A Agente ganha seu C.N.P.J.

2003

Inicia-se a construção e o engenheiro Jorge Ikeda assume a obra por meio da construtora Pascal.

No dia 09 de Novembro, é firmado o Acordo de Parceria com a Missão Aliança. Essa parceria trouxe um apoio financeiro, provindo de doações de cristãos noruegueses e suporte técnico para nossas ações.

2004

É inaugurado nosso prédio em São Remo, após 5 meses intensos de obra.

Inicia-se uma nova etapa de reestruturação de toda a dinâmica de trabalho. O número de alunos cresce gradativamente até chegar ao total de 90 crianças em agosto de 2005. A equipe de funcionários também aumenta e muitos chegam para colaborar com a construção da nossa proposta pedagógica.

Iniciam-se 3 importantes parcerias: o projeto Alavanca (reforço escolar), o Alfa-USP (alfabetização de adultos) e a micro-rede de São Remo.

2005

O Projeto Girassol continua crescendo e se consolidando com a chegada de novos parceiros: Pastoral da Criança, Projeto Avizinhar-USP (coral de adolescentes e jovens), Projeto Mudando a História da Abrinq, Escola Britânica St. Pauls e professores voluntários de artesanato e capoeira.

As aulas bíblicas que eram ministradas no início do projeto pela missionária Gwen voltam a ser realizadas com a ajuda de três voluntárias.

Realiza-se uma parceria com a Secretaria de Participação de Parcerias que traz para o projeto arte-educadores com as oficinas de “Contação de Histórias” e de “Confecção de bonecos”.

2006

Inicia-se o processo de transição das lideranças tanto do Projeto Girassol como da Associação Agente, pois a Pastora Kátia, que coordenava muitas de nossas ações, estava de saída para assumir outros trabalhos.

2007

Inicia-se o processo de convênio com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Também entramos com o processo de registro no Conselho Municipal de Assistência Social, Cadastro no Banco de Alimentos da Prefeitura e Cadastro Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.

Realiza-se o “Mistura Cultural”, um evento com apresentações de danças e músicas para divulgar as ações da Associação.

2008

Formalizado o convênio com a Secretaria Municipal de Educação, o Projeto Girassol passa a ser um Centro de Educação Infantil (CEI), com estrutura de uma creche, um grande apoio para as mães que precisavam desse espaço para deixar seus filhos, pois, na comunidade, projetos de Educação Infantil eram escassos. Neste ano, passamos a atender 70 crianças em período integral. Ficando, em período parcial, 44 crianças de 5 anos de idade.

Também recebemos o registro do Conselho Municipal da Assistência Social de São Paulo – COMAS.

2009

Conquistamos alguns títulos importantes: Utilidade Pública Municipal e cadastro no SEADS - Secretaria Estadual de Assistência Social, do Sistema Pró-Social.

A parceria com o Alfa USP é terminada devido ao encerramento deste projeto e a Associação Agente assume o projeto de alfabetização de adultos com apoio financeiro da Cultura Inglesa.

2010

É firmado o convênio com o MOVA – Movimento de Alfabetização de Adultos, da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Iniciamos também o projeto de apoio aos jovens (Papo Jovem). Neste projeto, além de realizarmos palestras em diversas áreas, promovemos um cursinho pré-vestibular gratuito na comunidade e lançamos um programa de bolsa de estudos parcial com doações de alguns membros da Igreja Metodista Livre da Saúde.

No primeiro semestre, realiza-se o Projeto Ler e Aprender com o financiamento da Missão Aliança. O projeto visava o desenvolvimento das crianças na leitura e contou com 4 jovens da comunidade, assumindo o papel de agentes de leitura.

Em novembro, o convênio com o prefeitura foi aditado. Devido a um decreto do prefeito, as creches conveniadas do Butantã passaram a atender somente as crianças de 2 e 3 anos de idade. Com esta diminuição da faixa etária (antes era de 2 a 5 anos) passamos de 94 para 68 alunos em 2011.

2011

O Papo Jovem optou por não realizar o cursinho pré vestibular neste ano. Porém, continuou com as palestras e com o programa de bolsas parciais de estudos.

Iniciamos o Delinearte, oficinas de artesanato, com a ajuda de voluntárias da IMeL Saúde. A proposta desta ação era se aproximar das famílias da comunidade, oferecendo uma atividade para as mulheres.

Também com intuito de envolver-se mais com as pessoas, a Agente apoia a reestruturação da Associação de Moradores de São Remo e inicia o Agente Joga com o apoio de um voluntário, oferecendo aulas de futebol no campo da comunidade.

2012

Conseguimos aprovação no edital do FUMCAD para retomar as atividades do Ler e Aprender e, pela primeira vez, publicamos o nosso balanço em um jornal por exigência da Utilidade Pública Estadual.

A diretoria decide encerrar o convênio com a Prefeitura para a manutenção da creche. No lugar, passamos a oferecer o projeto Espaço Girassol, para crianças de 6 a 10 anos no período complementar à escola.

O Delinearte produz um número maior de peças e participa do Bazar para Agente, um evento organizado por voluntários para arrecadar fundos para a Associação. As mulheres conseguem vender algumas peças e geram renda para elas e para o próprio projeto.

Iniciamos a parceria com o Projeto Mesa Brasil (Sesc Osasco) e começamos a receber doação de alimentos.

2013

Começamos o Espaço Girassol com 20 alunos de 6 e 7 anos no período da tarde. Nossa proposta é atuar no desenvolvimento das crianças, estabelecermos parcerias com as escolas em que elas estudam e conhecermos mais de perto suas famílias. Iniciamos também o Ler e Aprender com o recurso do FUMCAD.

Obtivemos o título de Utilidade Pública Federal após dois anos de espera e, no dia 21 de setembro, comemoramos 20 anos da Agente com um jantar, tendo nossos parceiros como convidados.

Iniciamos uma parceria com o Paço da Artes com oficinas de estêncil com doze adolescentes e mulheres. Ao final, os alunos fizeram uma intervenção na parede do corredor de acesso à USP.

2014

Iniciamos o projeto Voz da Agente com o apoio da Missão Aliança.

Em parceria com o Paço das Artes e a artista plástica Mônica Nador, as mulheres do Delinearte participaram do Projeto Paço na Comunidade e tiveram oficinas de estêncil em tecido. Os tecidos foram transformados em roupas e houve um desfile com as mesmas no início de 2015.

Pelo projeto Agente Joga, realizamos uma campanha de crowdfunding para a compra de duas traves de futebol.

Neste ano também realizamos, em parceria com o MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia), uma exposição das máscaras feitas pelos alunos do Girassol e recebemos a doação de computadores da Cultura Inglesa.

2015

Aumentamos uma turma no Espaço Girassol, tendo 2 turmas a tarde e 1 pela manhã.

O MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia) continuou desenvolvendo um belo trabalho com nossas crianças. Nesse ano, eles trabalharam o tema: “Onde estou?”, com direito a uma linda festa de encerramento, na tenda do museu.

Além disso, ganhamos uma cara nova (esse bordado foi feito pelas mulheres do Delinearte).

2016

Aumentamos mais uma turma do Espaço Girassol, passando a atender 4 turmas.

No projeto Voz d’Agente, uma vez por semestre, passamos a garantir a apresentação de grupos musicais da própria comunidade.

O projeto Delinearte lança um livro (com versão em português e em Inglês) com apoio da Missão Aliança e da Cultura Inglesa. O lançamento do livro foi na Feira de artesanato no dia 03 de dezembro.

2017

No início do ano, devido a queda das arrecadações, realizamos adequações nos projetos. Diminuímos uma turma do Voz d´Agente, encerramos as aulas de violão noturnas, diminuímos as apresentações musicais e reduzimos as aulas de música para os alunos do Espaço Girassol.

Para a continuidade do Agente Joga, contamos com o apoio de parceiros da nossa oficineira Karen e um novo voluntário para ajudar nas oficinas.

Com ajuda de voluntários também, iniciamos um trabalho com os primeiros alunos que saíram do Espaço Girassol por causa da idade. Alguns alunos continuaram a participar de oficinas duas vezes por semana, no Projeto Conviver.

Conseguimos reativar nosso registro no COMAS, o que nos permitiu receber doações por meio de créditos da Nota Fiscal Paulista. Também obtivemos o CEBAS e com isso conseguimos algumas isenções fiscais.

2018

Começamos a parceria com a PoliSocial e realizamos uma campanha para divulgar as doações por meio da Nota Fiscal Paulista.

Também contamos com a parceria de um grupo de voluntários que preparou e vendeu feijoadas para arrecadar fundos para as nossas ações.

As crianças do Espaço Girassol participaram de oficinas do Projeto Narrativas Sonoras, em parceria com alunos e professores da ECA- USP.

2019

Mantivemos nossas parcerias com a Missão Aliança; Prefeitura de São Paulo (MOVA) e demais parceiros, o que nos permitiu manter as turmas do Espaço Girassol e os demais projetos.

Com a premiação da Nota Paulista, começamos a pensar em um projeto de melhorias e reformas para o nosso espaço.

Realizamos um mutirão de limpeza com a ajuda dos funcionários e de alguns voluntários.

2020

Assim como todo o mundo, fomos surpreendidos pela pandemia da Covid-19. Tivemos que suspender temporariamente nossas atividades presenciais, mas estamos buscando formas de estarmos juntos com as famílias da comunidade, doando cestas básicas e preparando atividades para as crianças.

Uma equipe de jovens voluntários reforçou nosso trabalho de comunicação para manter nossas parcerias vivas, com a reformulação do nosso site, reativação das nossas redes sociais e produção da série de pequenos vídeos “Agente cuidando de gente”.